quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O QUE MEUS OLHOS VIRAM NA ENTRADA DO CINE TEATRO PAX.

By cleudimarferreira

Portaria (hoje) do Cine Teatro Pax, em Cajazeiras, com suas intalações bem preservadas.


Esse cinema – só na descrição – hoje desativado, foi na segunda metade dos anos 70 até o início da segunda metade dos anos 80, o único ponto de convergência, de divertimento audiovisual da população da Zona Sul de Cajazeiras. Mas, como tudo está na ordem do tempo, esperando do tempo o destino que deve tomar, infelizmente com a crise dos cinemas nos anos 80 – que saiu fechando cinemas pelo país a fora – numa cadeia de destruição de sonhos que o cinema proporcionava, o Pax não ficou de fora dessa hecatombe e foi sucumbido por essa crise e encerrou suas atividades também.

Passeando por Cajazeiras, estive na sua portaria, fixei meus olhos nas suas escadarias até a porta de entrada. O que meus olhos viram foi um prédio, com suas instalações físicas repleto de boas lembranças vividas pela garotada e jovens que viveram o seu período áureo. Seu hall com as caixas de bilheterias, gradis, tudo está como antes ou quase nada mudou. Não sei se igual está o seu salão, onde alojava o auditório com cerca de 300 cadeiras longarina da marca Cimo. Assim também, não sei bem como está a caixa que segurava a sua tela panorâmica. Se ainda permanece lá, no vazio das lembranças, esperando um dia a volta dos equipamentos que a compunha, para o seu devido lugar.

De toda região, era só Cajazeiras que nesse período segurava o orgulho de ter três salas – devidamente equipadas, que recebia um público apaixonado pela imagem do cinema, público esse, vindo de diversos pontos da cidade. Só Cajazeiras tinha essa privilegio. Agora, com a volta e a abertura de muitos cinemas de rua, doravante fechados com essa crise dos anos 80, bem que a nossa cidade poderia ter a benevolência de justificar a atuação de tantos atores e atrizes brilhando no cinema, com a abertura do único cinema na cidade – dos três que havia – com condições plenamente perfeita para essa empreitada épica. Somos capazes sim, por que realizamos, produzimos e consolidamos a criação do Festival do Audiovisual Açude Grande; do surgimento do Cineclube Avoador com sua mostra de cinema intinerante, revelando a nossa capacidade de estar a frente de uma iniciativa assim.

A possibilidade de um sonho desse modo ser real está, bem ali na nossa frente. Parcerias com o privado; com a contrapartida do setor público, amplamente assegurada pela as leis de incentivo à cultura e a politica de fomento; de incentivo à cultura e a arte do Ministério da Cultura, que tem favorecido a abertura de salas, seria nosso poço de mel, de sonhos reais, para ver no futuro o nosso popular Cine Pax reaberto.

deixeumComentário.





terça-feira, 25 de agosto de 2026

Projeto de R$ 1 milhão para restaurar o Cajazeiras Tênis Clube

Foto Reprodução: Luiz Fernando Mifôr 


O projeto de reforma, ampliação e requalificação do tradicional clube de lazer da cidade de Cajazeiras - o Cajazeiras Tênis Clube, no Sertão da Paraíba, alcançou um importante marco com a aprovação e captação de R$ 1 milhão junto à Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba (Secult-PB). 

A novidade foi detalhada no programa “Olho Vivo”, da TV e Rede Diário, pelo empresário e membro da presidência do sodalício, Rubismar Galvão, que ressaltou o empenho da diretoria em viabilizar a recuperação do espaço sem alterar suas linhas arquitetônicas históricas.

Concorrendo com quase 40 propostas do Estado, o projeto assinado pelo arquiteto Wallace Rolim, ficou entre os 16 contemplados. A reformulação foi idealizada originalmente pelo ator Buda Lira e contou com investimento direto do próprio clube para a elaboração do projeto arquitetônico.

A proposta aprovada foca em intervenções em duas áreas específicas: no espaço atual da academia e na área da antiga piscina, desativada há mais de duas décadas. As mudanças preveem a criação de um núcleo de artes e de uma área de convivência livre.

“Entendemos que não vai ter nenhum problema pelo fato da gente não ter mexido em nenhum momento na estrutura original do Cajazeiras Tênis Clube”, assegurou Rubismar.

“Naquela área da piscina, que não funciona mais há mais de 20 anos, que foi desativada, a gente vai construir uma estrutura extremamente bonita. Onde hoje é a academia, vai ficar uma área livre” explicou ainda o empresário.

A próxima etapa do processo consiste na análise e emissão do parecer do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), prevista para meados de setembro.

A requalificação do Tênis Clube dialoga com um plano urbanístico mais amplo para a cidade de Cajazeiras, que busca revitalizar todo o entorno do Açude Grande. O projeto soma-se a obras estruturantes, como as ações de esgotamento sanitário no manancial.

“Esse processo de requalificação faz parte do conjunto da obra, ou seja, do projeto maior que é o projeto do entorno do Açude Grande para se tornar uma área extremamente aprazível aqui em Cajazeiras.”, afirmou.

“A comunidade de Cajazeiras merece ter um espaço muito bonito, um espaço arejado, um espaço de convivência, e esse novo Tênis vai propiciar justamente isso”, garantiu.




fonte. (facebook) José Pereira de Souza Júnior, por Diário do Sertão

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Ilustres alunos do Padre Inácio de Sousa Rolim



José Peregrino de Araújo                                                             Padre Cícero Romão Batista 

Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque                                                 João Gualberto Gomes de Sá 


Joaquim Lopes de Alcântara Bilhar                                         Irineu (Joffily) Ceciliano Pereira da Costa 


Monsenhor José Antero de Lima                                               Padre Nasário David de Sousa Rolim


Os alicerces implantados no século XIX por Padre Rolim no setor educacional no sertão paraibano, num tempo remoto onde a educação era um privilegio de poucos, embora por vias da bondade do padre, sua escola era aberta a quem quisesse aprender, patinava por regras rígidas e conservadoras, onde os alunos tinham que cumprir sagradamente tarefas básicas e disciplinares, era uma educação que focava em resultados satisfatórios para justificar o perfil do profissional os alunos e ter no futuro. 

Segue abaixo o perfil de alguns nomes de ex-alunos do Padre Rolim, que se tornaram no futuro pessoas importantes do direito e de jurisprudência do país, bem como, do setor eclesiástico – religioso – mantendo a tradição até então em moda, que passaram pelo clive educacional do padre, adotado na sua escola no período oitocentista no sertão de Cajazeiras.

JOSÉ PEREGRINO DE ARAÚJO (Santa Luzia/PB, 18 de nov. de 1840 – João Pessoa/PB, 05 de out. de 1913). Foi um político, magistrado, proprietário rural e bacharel em direito. Formado pela Faculdade de Direito do Recife, exerceu diversas funções públicas, incluindo os cargos de promotor público, juiz municipal, juiz de direito, desembargador, deputado provincial, deputado federal e governador do estado da Paraíba entre 1900 e 1904.

PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA (Crato/CE, 24 de mar. de 1844 – Juazeiro do Norte/CE, 20 de jul. de 1934). Foi sacerdote e líder político. Tornou-se o primeiro prefeito de Juazeiro do Norte, em 1911. Liderou a política regional no estado do Ceará e apoiou a República Velha. Guiou o povo do Nordeste e transformou a cidade de Juazeiro do Norte, em um grande centro de fé e peregrinação.

DOM JOAQUIM ARCOVERDE DE ALBUQUERQUE CAVALCANTI (Pesqueira/PE, 17 de jan. de 1850 – Rio de Janeiro/RJ, 18 de abr. de 1930). Foi um sacerdote católico brasileiro e o primeiro latino-americano a ser elevado a cardeal, nomeado pelo Papa São Pio X em 1905. Estudou em Roma no Colégio Pio Latino-Americano e na Universidade Gregoriana; ordenado em 1874. Antes de ser arcebispo do Rio, atuou com bispo em Goiás e em São Paulo. Fez história ao ser o primeiro brasileiro a participar de um conclave, O que elegeu o Papa Bento XV.

PADRE MANUEL MARIANO DE ALBUQUERQUE (Lavras da Mangabeira/CE, de 1852 – Cajazeiras/PB, 23 de fev. de 1896). Foi sacerdote ordenado em Olinda, no ano de 1869. Exerceu atividades eclesiásticas como Vigário de Piancó, de Misericórdia e de Pombal. Político militante, teve destacada participação na vida pública da Província como integrante da Assembleia Legislativa e foi Deputado à Assembleia Estadual Constituinte de 1892.

JOÃO GUALBERTO GOMES DE SÁ (São José da Lagoa Tapada/PB, 14 de jan. de 1850 – Sousa/PB, 19 de ago. de 1898) Foi magistrado. Se destacou como juiz de direito na comarca de Piancó, na Paraíba, e acumulou grande influência regional ao atuar como deputado à Assembleia Legislativa Provincial da Paraíba durante o Império.

FRANCISCO DE PAULA E SILVA PRIMO: (Piancó/PB, 1833 – Piancó/PB). Foi político, era formado em direito e uma das principais lideranças do Partido Liberal na Paraíba, assumindo a chefia da agremiação na província. Foi Deputado Provincial e Deputado Geral, chegando à Câmara dos Deputados do Império. Sua atuação política alcançou diferentes regiões do sertão paraibano, especialmente o Vale do Piancó e áreas próximas, mantendo também relações políticas que ultrapassavam os limites da província.

JOAQUIM LOPES DE ALCÂNTARA BILHAR: (Crato/CE, 27 de fev. de 1848 – Fortaleza/CE, 9 de mai. de 1905). Foi músico, magistrado, jurista, professor e um dos fundadores da Academia Cearense. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife em 1871 e exerceu importantes funções na magistratura cearense. Foi professor de Direito Civil da Faculdade Livre de Direito do Ceará e juiz de direito aposentado. Faleceu em Fortaleza, aos 57 anos, vítima de tuberculose pulmonar.

LEONARDO SALGADO GUARITA: (Alegrete/RS, 06 de nov. de 1891 – Alegrete/RS, 10 de mai. de 1968), destacou-se no cenário jurídico gaúcho como jurista de notável prestígio e emérito magistrado. Com uma trajetória pautada pela ética, cultura jurídica e rigor técnico, integrou o Tribunal de Apelações do Rio Grande do Sul no cargo de Desembargador, deixando um expressivo legado de integridade e dedicação à justiça do seu estado.  

IRINEU (JOFFILY) CECILIANO PEREIRA DA COSTA: (Pocinhos/PB, 14 de novembro de 1843 – Campina Grande/PB, 01 de março de 1902) foi um destacado magistrado, político, historiador e jornalista paraibano. Formado pela Faculdade de Direito do Recife, atuou como juiz e presidiu a província do Rio Grande do Norte. Deixou expressiva contribuição intelectual ao fundar periódicos e escrever obras fundamentais para a historiografia regional, como a Notas sobre a Parahyba. Sua sólida formação inicial teve origem no Colégio do Padre Rolim, em Cajazeiras. 

MONSENHOR ANTERO JOSÉ DE LIMA (Arneiroz/CE, 31 de dezembro de 1845 – Manaus-AM, 11 de outubro de 1924) proeminente sacerdote católico, educador e político. Estudou no Colégio do Padre Rolim antes de seguir a carreira eclesiástica. No Ceará, destacou-se como orador, deputado provincial e presidente da Assembleia Legislativa. Assumiu interinamente a presidência da província do Ceará no período da Proclamação da República. Posteriormente, fixou residência no Amazonas, onde exerceu o sacerdócio até o fim da vida.  

PADRE NAZÁRIO DAVID DE SOUSA (Cajazeiras/PB, 28 de julho de 1836 – Cajazeiras/PB, 08 de janeiro de 1910) foi um destacado sacerdote, educador e figura política paraibana. Sobrinho do Padre Mestre Inácio de Sousa Rolim, estudou no famoso Colégio de Cajazeiras e no Seminário de Olinda, vindo a suceder o tio na liderança educacional e eclesiástica do Sertão. Atuou ativamente na vida pública como deputado provincial e vigário da paróquia local, consolidando a tradição de ensino do clero sertanejo.

bycleudimarferreira

deixeumComentário


 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Padre Rolim no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

cleudimarferreira

Concepção, estilo e tecnica: Cleudimar Ferreira. execução: caneta pico de pena (IA - Gamini)

Há almas que transitam pela terra envoltas em uma aura de santidade inabalável, cuja existência se converte em um constante cântico de virtude, resignação e amor ao próximo. Assim foi a trajetória terrena do Padre Inácio de Sousa Rolim. Na memória dos homens e nas crônicas do tempo, não há mácula, desatino ou rasgo de cólera que possa ensombrar a pureza de seu espírito. Ele encarnou, na essência mais sublime, a figura do justo: aquele que caminha com sobriedade e retidão, desvencilhando-se das veredas tenebrosas dos ímpios para seguir, irrestritamente, os preceitos do Altíssimo.

Todavia, o maior milagre perpetrado por essa alma iluminada não se deu por prodígios místicos, mas pelo milagre do saber. Sensível às dores de sua gente, o sacerdote enxergou nas vastidões áridas do sertão paraibano o terrível fardo da ignorância. Foi no ensino que ele encontrou sua missão santa: erguer a primeira escola de ensino secundário do sertão, estendendo aos jovens daquelas terras ressequidas a luz da sabedoria.

Pois o legado do virtuoso presbítero jamais se ateve apenas ao sacerdócio ou às paredes da sala de aula. Padre Rolim trazia consigo o gênio invulgar dos sábios, cuja curiosidade abraçava os segredos do mundo natural e as ciências de seu tempo. Na célebre obra Noções de História Natural, seu mais luminoso projeto pedagógico, catalogou a fauna e a flora sertanejas, legando às futuras gerações um relicário de conhecimento. Humanista formidável e um dos maiores latinistas e helenistas de sua época, compilou o Extracto de Gramática Grega para conduzir com suavidade seus alunos através dos encantos do idioma clássico.

Relatos de biógrafos e velhos documentos revelam ainda uma profusa produção didática de circulação interna: compêndios de Gramática Portuguesa, Retórica, Filosofia e Moral Educacional. Meticuloso e zeloso por sua obra, o sacerdote recusou-se a publicar muitos desses manuais em escala comercial, indignado com os erros e as imperfeições das tipografias de seu tempo. Admirável poliglota, transitava com elegância singular entre dez línguas vivas e mortas: dominava o português, o latim, o grego, o francês, o alemão, o inglês, o italiano, o espanhol, o hebraico e o milenar sânscrito.

Até mesmo a arte soprou suavemente sobre a alma do religioso. Registros históricos atribuem-lhe delicadas gravuras e desenhos trançados como preces nas páginas de missais antigos. O Cônego Florentino Barbosa encontrou, entre os folhetos de um missal manuseado pelo sacerdote – com o qual por vezes se refugiava no silêncio contemplativo de Cococi, no Ceará –, um singelo desenho a lápis representando a Agonia de Cristo, guardado pelo olhar piedoso de São João e da Virgem Maria.

Cajazeiras, nascida sob a benevolência de suas lições, gravou na história o título inesquecível de "a cidade que ensinou a Paraíba a ler". Dali brotaram mentes brilhantes que moldaram a pátria, a exemplo de figuras veneráveis como o Padre Cícero e o Cardeal Arcoverde.

Hoje, enquanto a nação volta seus olhos para o seu legado, o nome de Inácio de Sousa Rolim (1800 - 1899) ascende finalmente ao cume da memória brasileira. A aprovação de seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria nada mais é do que a justa e tardia consagração nos altares cívicos do país daquele que dedicou cada batida de seu coração a educar, amar e santificar o sertão. 

O processo para inscrever o Padre Inácio de Souza Rolim no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria avança no Congresso Nacional. O Projeto de Lei nº 4.159/2025, de autoria do deputado federal Luiz Couto, recebeu aprovação em comissões da Câmara dos Deputados em 2026, mas ainda depende de trâmites adicionais de votação e sanção presidencial para efetivar a inclusão

O Projeto de Lei e a tramitação, propositura de autoria do deputado petista (padre) Luiz Couto, busca homenagear o legado educacional e religioso do sacerdote. O texto obteve aprovação na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados com parecer favorável. A matéria segue em andamento nas comissões temáticas e plenário antes de ir para análise do Senado Federal. 

Inácio de Sousa Rolim nasceu em 1800 e faleceu em 1899, atuando fortemente no Sertão da Paraíba. Fundou a base de ensino que deu origem a Cajazeiras, consolidando a fama do município como a "cidade que ensinou a Paraíba a ler". Foi mestre de figuras históricas importantes do Nordeste e do país, como o Padre Cícero e o Cardeal Arcoverde.                         

deixeumComentário








domingo, 9 de agosto de 2026

Mostras Paraibanas de Teatro começam por Cajazeiras, movimentando a cena teatral no Sertão



A Federação Paraibana de Teatro (FPTA) e o Grupo Teatro Oficina (GTO) realizarão de 17 a 21 de agosto, na cidade de Cajazeiras, a primeira etapa das Mostras Paraibanas de Teatro. A FPTA e o GTO retomam, após vários anos, as antigas Mostras de Teatro que foram palco de uma grande efervescência cultural nas décadas de 80 e 90 no Sertão da Paraíba e propiciaram o desenvolvimento, a expansão e o fortalecimento do movimento teatral sertanejo.

A partir de ações como essas janelas potentes se abrem para o intercâmbio entre os grupos, o aperfeiçoamento da produção cultural e a abertura de diálogos entre os territórios que compõem a região do Sertão.

Cajazeiras, que carinhosamente e merecidamente recebeu o título da cidade que ensinou a Paraíba a ler, principiará a primeira etapa das Mostras regionalizadas e se transformará na capital sertaneja do teatro, catalisando dentro do seu universo 10 apresentações teatrais e duas oficinas de teatro. Sendo essas: “Jogo da Cena”, ministrada pela atriz e produtora Kalline Brito e “Direção Teatral”, ministrada pelo ator, diretor, dramaturgo Márcio Marciano.

Além disso, haverá bate-papo com os grupos após as apresentações e inúmeras rodas de conversa que acontecerão de 18 a 21 no Centro Cultural Zé do Norte, com exceção do dia 19, com os seguintes temas:
  • A Gestão Cultural e a Sua Importância na Democratização, e o Acesso a Cultura. Facilitador: Pedro Santos – Secretário de Estado da Cultura da Paraíba.
  • Os Conselhos Culturais e a Criação de Políticas Públicas. Facilitadora: Rejane Nóbrega – Coordenadora do Escritório do MINC na Paraíba, no Teatro ICA.
  • Organização e Fortalecimento dos Grupos de Teatro da Paraíba. Facilitador: Buda Lira – Ator, Produtor e Ativista Cultural.
A solenidade de abertura da Mostra acontecerá no dia 17 de agosto de 2026 às 19h, no Teatro ICA. E contará com falas das autoridades presentes e as apresentações dos seguintes espetáculos:
19h30 – A Grande Arenga do Circo Sem Lona – Associação Cultural de Teatro João Balula. Procedência: Sousa – PB. 20h30 – Paz para quem? – Artistas Independentes. Procedência: João Pessoa – PB.

P R O G R A M A Ç Ã O: (clique nas imagens para ver melhor)











Realização:
Grupo Teatro Oficina
FPTA (Federação Paraibana de Teatro)
Governo da Paraíba - Secretaria de Estado da Cultura
Apoio:
Prefeitura Municipal de Cajazeiras - Secretaria de Cultura e Turismo

deixeumComentário




A volta da Semana Universitária de Cajazeiras

cleudimarferreira

Esse foi o último cartaz produzido - arte Marcos Pê. Acervo: Cleudimar Ferreira


Quem lembra da AUC (Associação Universitária de Cajazeiras)? Quem resgatou essa memória sabe bem que a entidade representativa dos estudantes da cidade foi, até o fim de sua trajetória, a criadora e principal promotora das famosas Semanas Universitárias de Cajazeiras – um evento que se tornou marca registrada no calendário cultural do município. A entidade representativa dos estudantes cajazeirense, foi fundada na capital paraibana na segunda metade da década de 1960 - ano 1967.

As Semanas Universitárias criada pela AUC, passaram a ser realizada nos anos 70 e teve a sua existência até o final dos anos 80. Eram uma verdadeira celebração à descontração, ao lazer e ao entretenimento. Sua abertura abraçava a todos, sem distinção de gênero, classe social ou tribo urbana. Verdadeira integração entre os universitários e o homem do sertão. era um grande congraçamento onde a democracia e a convivência social falavam mais alto.

Ao longo de sua história, a programação oferecia diversos serviços à comunidade. Destacavam-se as ações culturais, como o Festival da Canção do Sertão, exposições de arte, lançamentos de livros, exibições de cinema cult, feiras de artesanato e shows de encerramento em grande estilo. Por lá, passaram grandes nomes da MPB, como o cantor Jessé, e bandas de grande sucesso nacional, a exemplo da Placa Luminosa.

Mas o impacto ia além da cultura: as ações se estendiam à área da saúde, com prestação de serviços à população, além de torneios esportivos e recreativos. Era um evento que parava a cidade, trazendo de volta os cajazeirenses que moravam em outras cidades, atraindo pessoas das cidades vizinha a cajazeiras, trazendo visitantes, movimentando o comércio e aquecendo a economia local. Era uma festa esperada ansiosamente durante todo o ano.

Agora, a Semana Universitária está de volta. Não sei que formato será definida, se demonstrará fidelidade a nomenclatura das antigas com a realização de grandes palestras com figuraras importantes da política, da literatura e do mundo intelectual nordestino e brasileiro – com foi o caso da palestra a oficina realizada pelo cineasta Jean-Claude Bernadet. Ela chaga em um novo tempo e em um contexto diferente – sem tanto espaço para o romantismo de outrora, mas batendo novamente à porta da cidade que a acolheu por tantos anos.

Desta vez, o evento retorna com o apoio das Secretarias de Cultura e de Juventude e Esporte, ocorrendo entre os dias 17 e 21 de agosto, na AABB. A programação esportiva e cultural é voltada para os estudantes das Instituições de Ensino Superior (IES) do município. O renascimento da Semana Universitária num aval promotor pelos órgãos ligados a Prefeitura de Cajazeiras, pode ser uma chama lançada para ressurgimento desse evento com a força que era antes, porém, pode cair no ciclo eminente de falta de criatividade e de liberdade com o que havia antes.   

Mas vamos apostar. Todo pensamento positivo para os organizadores dessa nova fase das Semanas Universitárias. Os detalhes da retoma foram alinhados em uma reunião entre a equipe gestora municipal e representantes das faculdades da cidade. Além das competições esportivas, o evento contará com atrações musicais, atividades culturais e momentos de integração entre a comunidade acadêmica. A proposta é unir os universitários na celebração dos 163 anos de emancipação política de Cajazeiras.

Equipe formada pela prefeitura, que será responsável pela definição 
do formato e retorno da Semana Universitária

deixeumComentário








sexta-feira, 7 de agosto de 2026

VIII CAJAZEIRATO - Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras














   Programação Oficial      


DIA 22/08 (sábado)
Abertura do VIII CAJAZEIRATO – Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: TRINCA, MAS NÃO QUEBRA (Cajazeiras)
Texto: de Eliézer Rolim
Direção: de Francisco Hernandez
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: NOIVAS (Alagoa Grande)
Texto: de Thiago Rodrigues
Direção: de João Victor Ribeiro
Às 21 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)

DIA 23/08 (domingo)
Espetáculo: AGORA EU POSSO (João Pessoa)
Texto: de Maria Betania
Direção: de Maria Betania
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: POR QUE A NOIVA BOTOU O NOIVO NA JUSTIÇA (Cajazeiras)
Texto: de Lourdes Ramalho
Direção: de Delânio Souza
Às 21 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Documentário (exibição): 27 Anos do Espetáculo TRINCA, MAS NÃO QUEBRA – História
Às 21h40, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Entrega de Premiação e Comendas aos Homenageados e Encerramento. 
Às 22 Horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)

Realização:
ACATE - Associação Cajazeirense de Teatro
FUMINC - Fundo Municipal de Incentivo a Cultura
Prefeitura de Cajazeiras - Secretaria Municipal de Cultura
Governo do Brasil - Lei Aldir Blanc

deixeumComentário