terça-feira, 25 de agosto de 2026
Projeto de R$ 1 milhão para restaurar o Cajazeiras Tênis Clube
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Ilustres alunos do Padre Inácio de Sousa Rolim
DOM JOAQUIM ARCOVERDE DE
ALBUQUERQUE CAVALCANTI (Pesqueira/PE, 17 de jan. de 1850 – Rio
de Janeiro/RJ, 18 de abr. de 1930). Foi um sacerdote católico brasileiro e o
primeiro latino-americano a ser elevado a cardeal, nomeado pelo Papa São Pio X
em 1905. Estudou em Roma no Colégio
Pio Latino-Americano e na Universidade Gregoriana; ordenado em 1874. Antes de
ser arcebispo do Rio, atuou com bispo em Goiás e em São Paulo. Fez
história ao ser o primeiro brasileiro a participar de um conclave, O que elegeu
o Papa Bento XV.
PADRE MANUEL MARIANO DE ALBUQUERQUE (Lavras da Mangabeira/CE, de 1852 – Cajazeiras/PB, 23 de fev. de 1896). Foi sacerdote ordenado em Olinda, no ano de 1869. Exerceu atividades eclesiásticas como Vigário de Piancó, de Misericórdia e de Pombal. Político militante, teve destacada participação na vida pública da Província como integrante da Assembleia Legislativa e foi Deputado à Assembleia Estadual Constituinte de 1892.
JOÃO GUALBERTO GOMES DE
SÁ (São José da Lagoa Tapada/PB, 14 de jan. de 1850 –
Sousa/PB, 19 de ago. de 1898) Foi magistrado. Se destacou como juiz de direito na
comarca de Piancó, na Paraíba, e acumulou grande
influência regional ao atuar como deputado à Assembleia Legislativa Provincial da Paraíba
durante o Império.
FRANCISCO DE PAULA E SILVA
PRIMO: (Piancó/PB, 1833 – Piancó/PB). Foi político, era formado
em direito e uma das principais lideranças do Partido Liberal na Paraíba,
assumindo a chefia da agremiação na província. Foi Deputado Provincial e
Deputado Geral, chegando à Câmara dos Deputados do Império. Sua atuação
política alcançou diferentes regiões do sertão paraibano, especialmente o Vale
do Piancó e áreas próximas, mantendo também relações políticas que
ultrapassavam os limites da província.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Padre Rolim no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
domingo, 9 de agosto de 2026
Mostras Paraibanas de Teatro começam por Cajazeiras, movimentando a cena teatral no Sertão
A partir de ações como essas janelas potentes se abrem para o intercâmbio entre os grupos, o aperfeiçoamento da produção cultural e a abertura de diálogos entre os territórios que compõem a região do Sertão.
Cajazeiras, que carinhosamente e merecidamente recebeu o título da cidade que ensinou a Paraíba a ler, principiará a primeira etapa das Mostras regionalizadas e se transformará na capital sertaneja do teatro, catalisando dentro do seu universo 10 apresentações teatrais e duas oficinas de teatro. Sendo essas: “Jogo da Cena”, ministrada pela atriz e produtora Kalline Brito e “Direção Teatral”, ministrada pelo ator, diretor, dramaturgo Márcio Marciano.
Além disso, haverá bate-papo com os grupos após as apresentações e inúmeras rodas de conversa que acontecerão de 18 a 21 no Centro Cultural Zé do Norte, com exceção do dia 19, com os seguintes temas:
- A Gestão Cultural e a Sua Importância na
Democratização, e
o Acesso a Cultura. Facilitador: Pedro
Santos – Secretário de Estado da Cultura da Paraíba.
- Os Conselhos Culturais e a Criação de Políticas
Públicas. Facilitadora:
Rejane Nóbrega – Coordenadora do Escritório do MINC na Paraíba, no Teatro ICA.
- Organização e Fortalecimento dos Grupos de
Teatro da Paraíba. Facilitador:
Buda Lira – Ator, Produtor e Ativista Cultural.
A volta da Semana Universitária de Cajazeiras
Mas o
impacto ia além da cultura: as ações se estendiam à área da saúde, com
prestação de serviços à população, além de torneios esportivos e recreativos.
Era um evento que parava a cidade, trazendo de volta os cajazeirenses que
moravam em outras cidades, atraindo pessoas das cidades vizinha a cajazeiras,
trazendo visitantes, movimentando o comércio e aquecendo a economia local. Era
uma festa esperada ansiosamente durante todo o ano.
Agora,
a Semana Universitária está de volta. Não sei que formato será definida, se
demonstrará fidelidade a nomenclatura das antigas com a realização de grandes
palestras com figuraras importantes da política, da literatura e do mundo
intelectual nordestino e brasileiro – com foi o caso da palestra a oficina
realizada pelo cineasta Jean-Claude Bernadet. Ela chaga em um novo tempo e em
um contexto diferente – sem tanto espaço para o romantismo de outrora, mas
batendo novamente à porta da cidade que a acolheu por tantos anos.
Desta vez, o evento retorna com o apoio das Secretarias de Cultura e de Juventude e Esporte, ocorrendo entre os dias 17 e 21 de agosto, na AABB. A programação esportiva e cultural é voltada para os estudantes das Instituições de Ensino Superior (IES) do município. O renascimento da Semana Universitária num aval promotor pelos órgãos ligados a Prefeitura de Cajazeiras, pode ser uma chama lançada para ressurgimento desse evento com a força que era antes, porém, pode cair no ciclo eminente de falta de criatividade e de liberdade com o que havia antes.
Mas vamos apostar. Todo pensamento positivo para os organizadores dessa nova fase das Semanas Universitárias. Os
detalhes da retoma foram alinhados em uma reunião entre a equipe gestora
municipal e representantes das faculdades da cidade. Além das competições
esportivas, o evento contará com atrações musicais, atividades culturais e
momentos de integração entre a comunidade acadêmica. A proposta é unir os
universitários na celebração dos 163 anos de emancipação política de
Cajazeiras.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
VIII CAJAZEIRATO - Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras
Programação Oficial
Abertura do VIII CAJAZEIRATO – Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: TRINCA, MAS NÃO QUEBRA (Cajazeiras)
Texto: de Eliézer Rolim
Direção: de Francisco Hernandez
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: NOIVAS (Alagoa Grande)
Texto: de Thiago Rodrigues
Direção: de João Victor Ribeiro
Às 21 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: AGORA EU POSSO (João Pessoa)
Texto: de Maria Betania
Direção: de Maria Betania
Às 19 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Espetáculo: POR QUE A NOIVA BOTOU O NOIVO NA JUSTIÇA (Cajazeiras)
Texto: de Lourdes Ramalho
Direção: de Delânio Souza
Às 21 horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Documentário (exibição): 27 Anos do Espetáculo TRINCA, MAS NÃO QUEBRA – História
Às 21h40, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
Entrega de Premiação e Comendas aos Homenageados e Encerramento.
Às 22 Horas, no Teatro Íracles Pires (Teatro ICA)
ACATE - Associação Cajazeirense de Teatro
FUMINC - Fundo Municipal de Incentivo a Cultura
Prefeitura de Cajazeiras - Secretaria Municipal de Cultura
Governo do Brasil - Lei Aldir Blanc
terça-feira, 4 de agosto de 2026
CAJAZEIRAS, 163 Anos: A cidade que aprendeu a transformar sonhos em futuro
Há cidades que nascem de uma beira de estrada. Outras, da margem de um porto, do igarapé de um rio – de um riacho, de um arraial em pleno sertão. Nasce a partir de uma ideia, da perseverança e da persistência de alguém que acredita em sonho concretizado. Cajazeiras nasceu de uma escola.
Antes que seus sinos anunciassem missas, antes que suas ruas recebessem os passos dos viajantes, antes mesmo que existisse como cidade, já havia ali naquele sítio em formação, um homem convencido de que o conhecimento seria a melhor maneira de um lugar prosperar, como também, a maior riqueza que o sertão poderia possuir para se desenvolver.
Quando o Padre Inácio de Sousa Rolim abriu as portas da sua escola que depois virou colégio, talvez nem imaginasse que estava lançando uma semente que ia nascer grande. que ia longe, capaz de atravessar séculos. não fundava apenas uma casa de ensino. Fundava uma maneira de pensar. Plantava uma vocação no solo nordestino. E poucas cidades brasileiras podem dizer que nasceram assim.
Enquanto muitas localidades do interior daquele Brasil do seu tempo, cresciam em torno de mercados, quartéis ou fazendas, Cajazeiras em pleno o sertão esquecido e distante, crescia em torno dos livros.
Talvez por isso tenha aprendido cedo que o saber nunca foi luxo. Mas, uma – sempre necessidade ordinário na vida de um ser humano. Foi dessa compreensão que nasceu uma cidade onde ensinar se tornou quase um modo de viver. Um prazer da vida.
Ao completar cento e sessenta e três anos de emancipação política, Cajazeiras continua carregando no seu peito para o futuro - com muito orgulho um título que não foi concedido por decreto nem por favor: Cidade que ensinou a Paraíba a ler.
Esse
título foi conquistado pela vocação do seu povo, pela determinação de sua gente,
que intendeu que o ensino, seja ele aplicado por intermédio de uma casa de
taipa ou de uma alvenaria de tijolos batidos, mas que a frende tivesse um
vocacionado, um padre determinado, compromissado com a educação.
Até parece que seria essa a sina que Cajazeiras cumpriria na sua trajetória histórica com a educação no tempo, seja ele presente ou futuro, ou simplesmente nas carteiras do Colégio do Padre Rolim. Escola que historicamente, foi ampliado quando surgiram os primeiros educandários na cidade já crescida.
Com o fortalecido da cidade e evidentemente com crescimento da demanda, vieram as instalações das primeiras faculdades. Sendo confirmado pela chegada das universidades que transformaram Cajazeiras num dos maiores polos educacionais do interior nordestino.
Hoje, milhares de estudantes atravessam estradas vindos de dezenas de municípios do sertão paraibano, do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Vêm em busca da mesma coisa que, há quase dois séculos, atraía jovens sertanejos: conhecimento. É curioso perceber que uma cidade do semiárido nunca aceitou a escassez como destino. Quando faltava água, inventava açudes.
E assim foi o grito contido no silencio de sua gente. Quando faltavam recursos, inventava trabalho. Quando parecia faltar esperança, inventava escolas. Talvez seja esse o verdadeiro retrato de Cajazeiras. Uma cidade que nunca esperou o futuro chegar. Sempre olhou e andou pensando em construir.
Mas Cajazeiras nunca viveu apenas de livros. Seus corredores escolares ensinaram gramática, matemática e filosofia. As ruas, por exemplo, produziram cultura e ensinaram arte. Poucas cidades interioranas produziram uma vida cultural tão intensa.
O teatro encontrou aqui terreno fértil, pronta para acolher sementes que germinaram bons frutos nas quatro linguagens da arte. Palcos improvisados tornaram-se escolas de atores. Grupos amadores transformaram-se em referências estaduais. Companhias revelaram talentos.
Nas décadas passadas, nomes dedicaram a vida à construção de uma cena teatral que fez de Cajazeiras uma referência para toda a Paraíba. Dali nasceram artistas que cruzaram fronteiras. Alguns chegaram aos palcos nacionais. Outros conquistaram espaço na televisão. Outros encontraram no cinema o lugar para contar histórias.
E todos carregaram consigo um pouco da cidade onde aprenderam que interpretar também é uma forma de ensinar. Porque a arte sempre foi uma segunda escola cajazeirense. A música também encontrou abrigo. Bandas, Corais, Compositores, Poetas, Cordelistas, Repentistas, Cantadores. Cada um acrescentou um capítulo à identidade cultural da cidade.
Nas festas populares, nos festivais, nas praças, nos auditórios, nos antigos cinemas, nos clubes e nos teatros, Cajazeiras aprendeu que cultura não é enfeite. É patrimônio, É memória, É resistência,
Também a literatura encontrou terreno generoso. Escritores transformaram o cotidiano sertanejo em páginas permanentes. Cronistas registraram a alma da cidade. Pesquisadores preservaram documentos. Historiadores impediram que o tempo apagasse personagens. Poetas ensinaram que o sertão também sabe escrever delicadezas.
E assim Cajazeiras foi acumulando uma riqueza que nenhum banco seria capaz de guardar. Sua riqueza sempre esteve nas pessoas. Nos professores. Nos artistas. Nos médicos. Nos advogados. Nos religiosos. Nos jornalistas. Nos estudantes. Nos comerciantes. Nos trabalhadores anônimos que construíram cada rua, cada casa e cada sonho.
Ao longo de cento e sessenta e três anos, a cidade atravessou secas, crises econômicas, mudanças políticas e transformações sociais. Viu partir muitos de seus filhos. Mas também viu inúmeros retornarem. Porque Cajazeiras tem um estranho poder. Quem nasce aqui nunca parte completamente.
Leva consigo um sotaque. Uma lembrança. Uma esquina. O cheiro da chuva sobre a terra seca. Os sinos da Matriz. As conversas nas calçadas. Os reencontros das festas de agosto. Os abraços inevitáveis. As histórias repetidas que nunca envelhecem. Há cidades que impressionam pelo tamanho. Outras, pelos arranha-céus. Algumas, pela riqueza material.
Cajazeiras impressiona pela capacidade de produzir gente. Gente preparada. Criativa. Sensível. Inquieta. Talvez por isso seus filhos estejam espalhados pelo Brasil inteiro. Nas universidades. Nos tribunais. Nos hospitais. Nos laboratórios. Nos palcos. Nos estúdios de televisão. Nas redações. Nas salas de aula.
Sempre levando consigo um pouco daquela cidade sertaneja onde aprenderam que o conhecimento abre caminhos que nenhuma seca consegue fechar. Hoje, quando Cajazeiras completa 163 anos, a maior homenagem que se pode prestar não está apenas em celebrar seu passado. Está em compreender sua missão.
Continuar sendo uma cidade onde a educação seja prioridade. Onde a cultura encontre espaço. Onde o teatro continue formando artistas. Onde a música continue emocionando. Onde os livros continuem sendo companheiros. Onde a memória continue sendo preservada. Porque cidades também envelhecem.
Mas algumas envelhecem como as grandes árvores: tornam-se mais fortes, mais frondosas e mais necessárias. Cajazeiras é uma delas. A cada novo aniversário, não soma apenas um ano.
Acrescenta mais uma página a uma história iniciada por um sacerdote que acreditava na força transformadora da educação e continuada por gerações inteiras que fizeram da cultura uma forma de existir. E talvez seja justamente esse o maior legado desses cento e sessenta e três anos.
Cajazeiras nunca foi apenas um lugar no mapa do sertão paraibano. É uma ideia. A ideia de que um povo educado constrói uma sociedade mais justa. De que uma cidade que valoriza seus artistas nunca perde sua identidade. De que preservar a memória é preparar o futuro. Por isso, celebrar Cajazeiras é celebrar muito mais do que uma data. É celebrar um modo de viver. É celebrar um povo. É celebrar uma cidade que, há 163 anos, continua ensinando que o maior patrimônio de qualquer terra não está em suas pedras, nem em suas ruas, nem em seus prédios.
Está
nas pessoas que fazem da educação, da cultura e da esperança uma permanente
obra coletiva. Parabéns, Cajazeiras. Aos seus 163 anos, você continua sendo uma
das mais belas lições que o sertão brasileiro já escreveu.
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